Regresso ao futuro


Há uns meses, atingi a assinalável marca dos 50 anos de vida. Ou seja, estou, presentemente, a celebrar meio-século desde que vim, pela primeira vez, ao mundo. Mais do que o número redondo, mais do que esta palavra forte, entristece-me constatar que, nesta última década, pouco ou nada mudou na minha vida. E os dias, esses, vão passando a correr sem darmos conta.

Dou, então, por mim a pensar: tanta coisa que poderia ter acontecido. Tanta coisa que deveria ter feito e não fiz. Tanta coisa que deveria ter aproveitado e não aproveitei. Tantas páginas em branco por preencher...Confesso que, às vezes, me apetecia viajar numa máquina do tempo. Refazer a minha história. Dar algum ênfase e sentido à minha outra vida. Um pouco à semelhança do que acontece na famigerada saga cinematográfica Regresso ao Futuro, na qual Marty McFly viaja até ao passado a bordo do mítico DeLorean (na foto).

Todavia, também considero que é, justamente, nesta fase da vida, feita de desafios e obstáculos, que teremos de arranjar forças em nós próprios: seguir em frente e ir atrás dos sonhos. Afinal, se eu não gostar de mim, quem gostará?

Comentários

  1. Muitos Parabéns atrasados!
    Que venham mais 50!!!!
    Dizem que agora a vida começa aos 40 por issoooooo só tens 10 anos ainda
    Um Abraço!

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    1. Obrigado T, mas já fiz 50 há quase um ano. E eu que não gosto de dizer a minha idade, deu-me agora para isto. Que sejam os novos 40 pois então! Um dia feliz. Beijinhos!

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  2. Concordo completamente vizinho Pedro!
    Temos de gostar de nós!
    E para quem não gosta ou tem a veleidade se nos tentar deitar abaixo: beijinho no ombro!
    Boa semana, Pedro!🐦

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    1. Obrigado Mafalda! Quando não temos ninguém com quem contar, só podemos contar connosco. Um beijinho Cotovia!

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    2. Somos os mais leais, fiéis e valorosos defensores e apoiantes de nós mesmos. Por vezes temos a sorte de poder contar com o apoio de quem nos rodeia, mas não podemos por nos ombros dos outros essa enorme responsabilidade que nos cabe a nós carregar. Resta o consolo,como diz a minha mãe que agora tem 90 anos, não temos uma cruz maior do que aquela que conseguimos carregar. Por isso, força!
      Beijinhos, Pedro! 🐦

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