À descoberta de Londres
Existe algo de estranho e diferente nos ingleses. O Brexit é apenas um típico exemplo de um Reino Unido que, afinal, se arrependeu de se unir a uma Europa com a qual, definitivamente, não se identificava. Não sendo o único país com uma monarquia, faz dela a honra e o orgulho nacional. Nada a apontar. Todavia, os britânicos sempre se destacaram dos demais por irem contra as “regras” dos outros. Seja por conduzirem pela esquerda, por utilizarem táxis (black cabs) ou cabines telefónicas tipicamente britânicas ou mesmo por comerem o tradicional “brunch” que dispense as duas principais refeições do dia.
Quando fui a Londres, obviamente que pude provar o tradicional pequeno-almoço inglês (composto por tostas, salsinhas, bacon, ovo mexido) antes de me pôr ao caminho. Viajar de metropolitano foi, todavia, para mim, uma autêntica aventura. É que são tantas as linhas que um simples mapa não é suficiente para um mero turista se perder.
Quanto à simpatia do povo britânico, não é, decididamente, o seu ponto forte. Uma vez, só para dar um exemplo, pedi a um cidadão inglês que me auxiliasse a perceber para onde iria uma composição de metro e a resposta foi tão seca e apressada que fiquei a pensar se me expressara bem na lingua de Shakespeare.
Mas vamos antes falar de coisas boas. Por exemplo, as ruas de Londres. São tão limpas que não se vê um papel que seja no chão. E quanto à circulação de viaturas, elas não se podem queixar de buracos no pavimento.
Londres é uma cidade cosmopolita e encantadora. Tem uma imensa área verde, o Hyde Park, que se situa junto aos jardins de Kensington. Quem por lá passar, certamente irá tropeçar num esquilo sorrateiro.
Para ir fazer compras, se não quiser se perder pelas ruas de Londres, tem de ir aos famosos armazéns Harrods, uma espécie de El Corte Inglês lá da zona. Ao invés, se preferir passear ao ar livre sempre tem a possibilidade de ir visitar Notting Hill (que deu o título ao célebre filme protagonizado por Hugh Grant e Julia Roberts), bairro onde se situa a boémia Portobello Road, famosa pelo mercado de antiguidades e moda vintage. Há de tudo: lojas, bares, artesanato, comes e bebes, venda ambulante...Quem for a Londres, também perceberá que se trata da capital dos musicais. É tanta a oferta que o mais difícil é escolher. Fantasma da Ópera ou o Mamma Mia são apenas alguns dos ínúmeros cartazes de espetáculos que podemos ver espalhados pelas ruas. Aliás, nesta cidade respira-se cultura. Se estiver com vontade de visitar museus, existem, pelo menos, dois que merecem uma visita obrigatória: o Museu de História Natural e o Museu de Cera "Madame Tussauds".
Por último, não deve ainda deixar de visitar o London Eye - roda-gigante que permite usufruir de uma espetacular vista panorâmica sobre a cidade -, e de passear junto ao rio Tamisa, destacando-se a travessia das célebres pontes da City: a Tower Bridge e a Ponte de Westminster.
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